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Equipamentos

Esta página tem o objetivo de apresentar e te auxiliar na escolha do seu equipamento de voo livre de parapente

Velame

Velame BGD Magic, homologação EN/LTF A

O velame é a nossa asa, nosso aerofólio, nossa engenhoca planadora. Ele é composto por vela, linhas e tirantes.

Nos parapentes atuais, as velas são feitas de tecido de poliamida revestido com resina de poliuretano. O objetivo é ter um tecido altamente resistente a rasgos e ao mesmo tempo impermeável, para que o ar que preenche nossa vela no momento da inflagem e durante o voo não escape pelos poros do tecido.

Com o uso do parapente o tecido vai se desgastando e perdendo sua resina, ficando com os poros mais abertos e deixando passar mais ar. Em um dado momento este parapente é condenado, seja porque o tecido perdeu sua resistência e está sujeito a rasgos com muita facilidade, seja porque o tecido está deixando passar muito ar.

E como sabemos sobre a condição do nosso velame? Simples, enviando para uma oficina especializada em revisão e laudos de parapente, onde serão feitos diversos testes que mostram o estado atual do equipamento. A recomendação é fazer uma revisão anual do equipamento, quando em bom estado, ou semestral, quando já está no fim da vida.

Ao comprar um velame usado, exija sempre um laudo atual, emitido por uma oficina de confiança.

Assim como em outros esportes, a escolha do equipamento de parapente é uma etapa que demanda estudo, conversas e muita pesquisa. O importante é: segurança em primeiro lugar!

Os velames de parapente são homologados e classificados de acordo com seu nível de segurança passiva, ou seja, parapentes para pilotos iniciantes são mais “comportadinhos” e tendem a voltar à sua configuração normal de voo de maneira rápida e sem a necessidade do piloto precisar fazer grandes coisas a não ser levantar a mão e deixar o parapente voar.

Parapentes mais avançados exigem uma pilotagem mais ativa e comandos mais certeiros por parte do piloto no caso de colapsos.

Mas por que abrir mão da segurança passiva?

Essa segurança tem um preço, principalmente para pilotos mais experientes: performance! Parapentes mais avançados voam mais rápido e, no caso de pilotos de competição por exemplo, isso é essencial.

Os parapentes são classificados basicamente em 5 categorias: A, B, C, D e CCC, sendo que parapentes CCC são exclusivos para competição. O parapente A, obrigatório para iniciantes, é o que mais oferece segurança passiva e tem um comportamento mais “manso”, ou seja, chacoalha menos, sofre menos turbulência e é mais lento.

Isso significa que ele não vai sofrer colapsos? NÃO!

Infelizmente, dependendo das condições climáticas, colapsos acontecem. A boa notícia é que, embora o parapente leve umas fechadinhas vez ou outra (as chamadas “orelhadas”), ele reabre! Às vezes reabre tão rapidamente que a gente mal percebe o que aconteceu.

Colapsos são muitas vezes evitáveis. Conforme o piloto vai se tornando mais experiente, mais ele vai “pegando a mão” da vela e percebendo, com antecipação, quando um colapso vai acontecer, reagindo da maneira certa antes que ele aconteça.

Dito tudo isso, o piloto iniciante começa com uma vela homologada, com classificação A.

Durante a formação, oferecemos uma aula teórica onde apresentamos as principais marcas de parapente no Brasil e auxiliamos o piloto aspirante a escolher a vela ideal para seu perfil.

Selete

Selete BGD Snug

Outro equipamento essencial para o voo é a selete, nosso assento! Existem diversas opções no mercado, cada uma delas com características específicas para um determinado tipo de prática. O mais importante a ser observado na aquisição da sua primeira selete é, novamente, a sua segurança!

Opte por uma selete com bastante proteção, tanto embaixo do assento (pra proteger a bunda!) quanto em toda a região da coluna vertebral. Desta maneira você estará protegido do cóccix até o pescoço! Não é incomum, na carreira de piloto, tomar umas arrastadas, cair de bunda na decolagem e também no pouso. São incidentes bobos que acontecem vez ou outra e acabam machucando mais do que deveriam.

Em caso de um grave acidente, uma boa selete vai fazer toda a diferença na absorção do impacto de uma queda, podendo te livrar de possíveis fraturas.

São três os principais sistemas de proteção que as seletes atuais oferecem: espuma (mousse), airbag auto inflável e airbag com inflagem prévia à decolagem. Em alguns casos, a selete pode até contar com mais de um sistema de proteção ou, no mesmo modelo, você pode optar em adquirir um ou outro tipo de proteção.

Cada um dos sistemas apresenta vantagens e desvantagens. A principal diferença entre eles é o seu peso e volume. A selete com espuma costuma ser maior e mais pesada do que uma selete com airbag.

Além do tipo de proteção, as seletes podem ser divididas em dois grandes grupos: abertas e fechadas (ou “carenadas”). Cada tipo terá os seus pontos positivos e negativos, mas de maneira bastante genérica, o que muda de um tipo para o outro são: postura de pilotagem, conforto, aerodinâmica e proteção.

Sem entrar em muitos detalhes no momento, para o piloto iniciante o mais recomendado é o uso de uma selete aberta com proteção dorsal do tipo espuma.

Paraquedas de Emergência (Reserva)

Reserva Sol
Reserva Sol Squad Light

O paraquedas de emergência é a sua segunda chance de sair de uma enrascada feia, pra não dizer outra coisa! Portanto, muita atenção na sua escolha.

Existem alguns modelos em uso, mas o mais recomendado nos dias de hoje é o de formato quadrado. Seu tempo de abertura é mais rápido e sua taxa de queda é igual ou melhor do que os modelos mais antigos, como os redondos e redondos capa dupla (aproximadamente 5m/s).

Fazer a redobragem do paraquedas de emergência com frequência (a cada 6 meses) é essencial para o seu bom funcionamento e este serviço deve ser executado por um profissional treinado.

Na modalidade Acro é comum o uso de dois reservas, assim como pilotos de vela D e CCC também costumam carregar dois reservas. Verifique se a sua selete está preparada para receber 1 ou 2 reservas.

Capacete

Capacete Icaro
Capacete Icaro Nerv 2 EN966

O capacete é item de segurança obrigatório e de extrema importância não só para o voo livre de parapente, mas também para os treinos de solo e no morrinho.

Não é incomum o piloto iniciante, em condições de vento mais acelerado, ser derrubado ou arrastado pela vela durante os treinos no pasto, durante uma decolagem ou até no pouso. Nessas situações o capacete pode evitar incidentes mais graves.

Para participar de competições oficiais, a Comissão Internacional de Voo Livre (CIVL) exige capacete com homologação EN966 (esportes aéreos) ou EN1077 (esportes de neve).

São diversos os modelos de capacete, podendo ser abertos ou fechados, com ou sem viseira, com ou sem fonia. Consulte seu instrutor para ter mais informações sobre o capacete mais adequado para o seu perfil.

Vestuário

Luvas são importantes!

Ao adquirir seu equipamento de voo, considere no seu orçamento o gasto com vestuário adequado para a pratica do voo livre. Você vai precisar de um calçado adequado, luvas e roupas de frio.

Por calçado adequado você pode entender como um tênis ou botas para pratica de atividades ao ar livre, de preferência com cravos, para evitar escorregões na decolagem e no pouso. Se puder ser impermeável, melhor. Dependendo da época de voo, aquele pasto lindo e maravilhoso visto de cima pode ser uma cilada, Bino! Logo após o pouso você vai perceber que afundou meio metro na várzea.

Luvas vão proteger suas mãos do frio mas, o principal, vão te proteger em casos de colapsos mais fortes ou de manobras onde você pode precisar segurar ou puxar diretamente uma ou mais linhas do seu velame. No Brasil não é necessário luvas muito grossas. Para começar, até luva de bike vai funcionar. Prefira luvas de neoprene, couro ou algum outro material que não deslize facilmente, garantindo a “pegada” em casos de necessidade.

Por fim, a temperatura na rampa pode estar perto dos 30ºC, mas quando você enroscar uma térmica e bater na base da nuvem a 2.500m de altitude, o frio vai bater! Para evitar enrascadas maiores e ter um voo confortável, use uma segunda pele, casaco e/ou corta vento. 

Um outro acessório importante é um óculos de sol com proteção UV. Sua vista agradece!

Eletrônicos

Eletronicos
Hoje basta um smartphone para te auxiliar no voo.

Então você já fez seus primeiros voos de prego (decolar e pousar) e chegou a hora de começar a pensar em ter alguns “gadgets” que vão te auxiliar no voo.

VARIO

Para te ajudar nas térmicas e no sobe e desce, você vai precisar de um VARIÔMETRO. O vario, como é mais conhecido no mundo do voo livre, nada mais é do que um aparelho com sensor barométrico que transforma os dados de pressão atmosférica em variação de velocidade. É uma espécie de velocímetro vertical. Ele vai te indicar se você está subindo, descendo, ou neutro, não só mostrando a velocidade de subida ou descida, como também emitindo um sinal sonoro indicando o movimento ascendente ou descendente.

Existem diversos tipos de variômetros, dos mais simples aos mais complexos. Alguns só apitam, outros mostram altitude, temperatura ambiente, velocidade de subida ou descida. A boa notícia é que alguns celulares contam com sensor barométrico em seu interior, então basta um aplicativo com variômetro para não perder uma térmica!

Caso o seu celular não tenha sensor barométrico, é possível adquirir variômetros bastante simples e baratos, feitos em sistema Arduino, que contam com conexão bluetooth e conectam com seu smartphone.

GPS

O GPS, além de te auxiliar na navegação, também vai te fornecer informações importantes levando em consideração a velocidade do seu deslocamento e a sua posição na Terra.

Dados como direção e velocidade, sua e do vento, são de extrema importância para realizar um voo tranquilo e um pouso seguro. Além disso, com o GPS você pode traçar rotas e saber sua altitude em relação ao solo.

A maioria dos aparelhos GPS específicos para voo livre contam com um vario integrado, então você consegue reunir em um único aparelho tudo o que você precisa. Uma espécie de computador de bordo.

Uma outra função essencial do aparelho é o de registrar os seus voos, com todas as informações importantes pertinentes, criando um logbook digital. Um arquivo do tipo .igc (entre outros) é gerado e você pode fazer o upload do arquivo para o site xcbrasil.com.br, uma biblioteca pública de logs, onde você pode ver o voo de pilotos em todo o mundo.

SMARTPHONE (celular)

A melhor notícia de todas é que talvez você não precise gastar nenhum centavinho para ter seu computador de bordo! O seu celular pode ter tudo o que você precisa: GPS e até variômetro.

Existem diversos aplicativos, gratuitos e pagos, que vão fazer o papel do seu co-piloto: XCTrack para Andorid, FlySkyHi para iOS, XCSoar, LK8000, entre outros.

RÁDIO

O rádio é de extrema importância na comunicação entre pilotos, piloto-rampa, piloto-resgate e em casos de emergência. Utilizamos radio transceptor VHF na frequência dos 2m (144 a 148MHz), geralmente com potência entre 3W e 10W. Existem diversas opções no mercado. As marcas mais conhecidas são Yaesu, Baofeng, iCom e Voyager. 

CÂMERA

Quem não quer registrar seu voos e publicar nas redes sociais? Uma câmera do tipo GoPro ou similar, que pode ser acoplada no seu capacete, tênis ou cockpit, pode eternizar memórias inscríveis.

CONSOLE / PORTA INSTRUMENTOS / COCKPIT / FLIGHT DECK

São muitos nomes para a mesma coisa: uma espécie de apoio, geralmente com velcro, onde você vai organizar toda essa bugiganga aí de cima. Embora não seja um eletrônico, está aqui nesta sessão porque é o acessório ideal para manter tudo em ordem, seguro e com fácil acesso durante o voo.

A maioria das seletes carenadas já vêm com porta instrumentos próprio. As seletes abertas geralmente não vem com este acessório. É uma espécie de pochete, que vai presa no mosquetão principal e que, além do velcro principal, possui bolsos e compartimentos para guardar alimentos, ferramentas e o que mais você quiser.

Academia do Voo | Escola de Parapente
Bairro do Quilombo – São Bento do Sapucaí – SP

academia.voo@gmail.com
(11) 99353-6988

Nossa sala de aula é no Morrinho, na Rampa e no Ar!